Crónicas Matinais

[ quarta-feira, abril 16, 2003 ]

 

Vamos então passar a ser 25. O clube simpático de 25 nações, que se amam e odeiam, há séculos.
Está bem...por mim...
O que gostaria de lembrar é que: desses 10 novos países, 8 têm, em conjunto, um PIB menor que a metade do PIB actual...da Holanda!
E que desses 10, há apenas dois que são mais ricos que Portugal.

Ora bem: Vai sair muito caro aos Tugas este alargamento. Mas reconheço que sou a favor dele. Porque agora é que acabou mesmo a " guerra fria", e eu sou mais ..."guerras quentes".

E por falar em guerras quentes, gostaria de dizer que a ideia dos EUA atacarem agora a Síria é absurda e, mesmo estando a ser feita a ameaça , ela não passa de" bluf". A ver se os sírios andam na linha-que bem é preciso!- e , como se pode ver, está a resultar. Tenho a certeza. Por isso as almas mais sensíveis podem dormir descansadas e guardar as bandeiras do Mao, do Che, e do Arafat na gaveta ; e esperar sentados por novas manifs.

Já a Coreia do Norte é outra história. Mesmo sabendo que o regime ditatorial de Pyongyang tem de ser dizimado ( e não estou a dizê-lo numa vertente belicista, mas sim diplomática) , só loucos pensariam em atacar um país que anda há mais de 50 anos a armar-se , não só em parvo, mas nuclearmente.
Não é preciso ser-se muito inteligente para saber isto. Um país, um regime, que dedica a sua existência ao armamento e não tem sequer preocupação em alimentar o seu povo-que , à falta de mais ervas daninhas- não come nada! - não pode ser tratado como um país "convencional".
O valor da vida, para este regime hereditário da Coreia do Norte, não é nenhum. E, como tal, não se pode atacar um bando de loucos que não pensariam duas vezes em dar cabo do mundo todo. Por isso uma intervenção militar só pode estar fora de questão.
Aqui, neste caso, só duas coisas resolvem : a morte do ditador e seus amiguinhos, e a diplomacia. Mas a diplomacia à séria, sem as habituais hipocrisias tipo: ai coitadinhas das criancinhas que estão a sofrer... Como se isso não acontecesse há mais de 50 anos!

É por isso que mesmo os que defenderam - com orgulho ( como eu!) - a intervenção no Iraque, não podem sequer pensar em fazer o mesmo ao restante Eixo do Mal.
A Síria , diplomaticamente, é de fácil controle , e aqui Israel tem de cooperar a bem do si próprio e da estabilidade regional. Também não simpatizo particularmente com a Síria, pois sabe-se que apoia o terrorismo, etc. Mas isso todos os países da região o fazem; e quando digo todos, quero dizer mesmo todos.
E com a Coreia do Norte é preciso estar atento; travar-lhe eventuais dislates e acções desvairadas...e esperar o momento certo para lhe atacar o coração, ou seja : o Kim!

De ntervenções militares, com coerência, penso que , por ora, estamos conversados.


Ana [4/16/2003 03:07:00 da tarde]