Crónicas Matinais

[ quinta-feira, julho 17, 2003 ]

 

Não gosto quando são injustos com as pessoas de quem gosto. Da mesma maneira que não gosto de más criações.
E sinto que, apesar de todos termos o direito -constitucionalmente garantido- de , em liberdade, dizermos o que nos vai na alma, há alturas em que mais vale estar calado. Ou quietinho com os dedos, como penso ser o caso.

Nada tenho contra comentários irónicos-também os faço. E, por vezes, também sou capaz de ser mázinha com quem não conheço. Mas uma coisa é fazer um comentario sobre alguém, outra é meter-me na sua vida privada e fazer juízos de valor.

Vem isto a propósito de um comentário que li hoje trazido pelo vento.
Penso que cada um é livre de gostar , ou não, de quem quiser, mas ...

O P.Q. não pode, penso eu, fazer qualquer tipo de comentário sobre as relações conjugais de quem não conhece. Não só é feio, como é gratuito.
A Charlotte, que é amiga, se tem o à vontade e a alegria de partilhar connosco o marido, é porque , não só é verdadeira, como tem bom humor.
Considerar isso "problemas de comunicação com o conjuge, a avaliar pela frequência com que respiga as conversas de surdo que manterá com o marido é, numa palavra, uma palermice. É falta de educação .

Que o P.Q. não goste do estilo, do humor, dos diálogos , ainda estou como o outro...mas meter-se na vida privada de um casal é, não só grave, como uma enorme má criação.

Não conheço o P.Q. e , por isso mesmo, nada posso dizer sobre ele. Mas posso , julgo que com legitimidade, dizer-lhe que não me parece que o estilo comadre seja o mais indicado para a blogosfera. Mas, lá está, cada um é como cada qual...


E em nome do bom senso, gostaria de felicitar o Terras do Nunca.



Ana [7/17/2003 03:43:00 da tarde]