Crónicas Matinais

[ quinta-feira, agosto 21, 2003 ]

 

Por outro lado,

apetece-me ainda dizer que, cada vez mais, assimilo o que o poeta Rudyard Kipling quis significar com o «The White Man's Burden ».

Não era(é), de todo, uma visão racista. Era uma evidência.
Não era(é) contra pretos, amarelos, vermelhos ou azuis às riscas. Era (é) contra a selvajaria e a barbárie.
No que ele chamava a "missão dos homens brancos " ( a tradução, muito livre e literal, é minha ), percebe-se- se se abrir os olhos e a mente- a noção de justiça , de democracia , de liberdade.

E, escudado será lembrar , que entre os caucasianos se escondem muitos dos piores facínoras da raça humana ,claro.

E é impossível pensar nisto, sem pensar nos EUA. Até porque foi depois de uma viagem aos EUA que o poeta inglês dissertou sobre o fardo.

Se pensarmos em tempos idos, vulgo história,podemos , nos EUA, encontrar essa tradição democrática e anti-imperialista , vinda dos tempos do apelo de Henry Thoreau «à desobediência civil».
E ligar isso tudo. O de antes e o de agora.
É muito interessante, e enriquecedor, voltar a pegar nos calhamaços e ler e analisar.
É que se mudam os tempos, mas, francamente, não me parece que se tenham mudado as vontades.

Outra coisa em jeito de adenda ao meu primeiro post de hoje ( não me apetece editá-lo )

Não considero incompatível , nem sequer contraditório, o que afirmo sobre a pena de morte para os terroristas e o preceito escrito que me guia , e que leio ( e releio; sempre ) no Talmude : «Salvar uma vida é como salvar um mundo inteiro».

Ana [8/21/2003 10:51:00 da manhã]