Crónicas Matinais

[ quarta-feira, novembro 12, 2003 ]

 

Estava aqui a fumar um cigarro-dos bons, ou seja português suave e dei com esta notícia no " Diário Digital":

«Químico derivado da nicotina pode atenuar perdas de memória
Investigadores norte-americanos descobriram que um químico que provém do tabaco pode ser usado para combater as perdas de memória e doenças cerebrais. A substância, denominada cotinina (derivado da oxidação da nicotina), não causa dependência e ficou comprovado, através de testes clínicos, que impede a degeneração cerebral. O estudo foi apresentado na terça-feira no encontro anual da Sociedade de Neurociência em Nova Orleans.
De acordo com estes investigadores, a ingestão de cotinina também não causa os efeitos secundários da nicotina, tais como a vasoconstrição, dores de estômago e náuseas.
Os investigadores, liderados por Jerry Buccafusco, descobriram que a cotinina pode ser utilizada para tratar a doença de Alzheimer e Parkinson bem como os sintomas da esquizofrenia.
Segundo Buccafusco, na apresentação do estudo, conseguiu-se demonstrar que a cotinina, administrada em doses correctas, pode travar a degeneração das células cerebrais.
«No caso da doença de Alzheimer, a cotinina funciona da mesma forma que a nicotina, melhorando a atenção e memória do doente e travando, ao mesmo tempo, a sua progressão. Porém, tem a vantagem acrescida de poder ser usada por tempos prolongado sem causar efeitos secundários e sem risco de uma sobredosagem.
Até agora, a cotinina era usada para medir os níveis de nicotina na urina do fumador.
A substância já foi testada em macacos com sucesso. Foi-lhes avaliada a sua capacidade de memória através de um jogo de computador.
»


E digo para mim: « Pronto, está tudo muito certo! Esta coisa dos macacos é que era escusada...»



Ana [11/12/2003 01:37:00 da tarde]