Crónicas Matinais

[ terça-feira, janeiro 20, 2004 ]

 

Agora a sério! Fico maravilhada com a inteligência generalizada que escorre dos nossos blogs. Dos lusos.
Fico não: estou! Estou maravilhada. A Sério!
Eu, que sempre pensei que não era estúpida de todo, fico esmagada. Que sei eu? Olha...só sei que nada sei...e... E fico-me por aqui.

Entretanto , sempre vos conto o discurso mais , como direi?, surrealista, que ouvi nos últimos tempos ( sim, não vejo a TVI! ).
Bom, estava eu a conviver com conterrâneos , eu e a minha queridíssima amiga Su, quando diz um patrício : - «Eu cá não gosto nada de ver filmes desses que a televisão dá! E não gosto porque aquilo é tudo a fingir. Por exemplo, as armas são todas falsas, o sangue também...e as mortes não são verdadeiras!»
Quer dizer...a malta ficou a olhar para o senhor e achou melhor não dizer nada. O homem lá tinha a sua razão ( cada um sabe de si, não é verdade), e é muito difícil manter uma ar sério nestas circunstâncias, de maneira que eu também não disse nada; calei-me que nem um rato, sem conseguir olhar nos olhos a minha amiga, não fosse uma de nós rebentar...a rir.
Aquilo passou-se. Reinou o silêncio durante uns larguíssimos minutos e, de repente, diz o mesmo patrício:
- «Por acaso uma vez até vi um filme que gostei!». Todos viramos as nossas cabecitas , com olhinhos, para o senhor e , nervosos, esperamos pela pancada, i.e., pelo filme.
E ele continuou: - « Aquilo era uma história com uns animais muito antigos...eu sei lá, eram animais para ter para cima de 100 anos! Animais grandes e maus. Maus como as cobras. E feios!» Engolindo em seco, todos nos mantivemos em silêncio à espera de mais pormenores. Eles vieram: - « Não viram assim um filme? Com uns animais antigos...assim tipo...tipo...galinhas!?»
Nenhum de nós tinha visto. Pelo menos que nos lembrássemos. Não; não tinhamos sido agraciados com esse filme com animais velhos, com, pelo menos, 100 anos...e tipo galinhas grandes!
Um de nós, mais afoito, lá pediu ao senhor para se tentar lembrar de mais pormenores do filme. É que a nossa curiosidade era total.
O senhor- via-se claramente- puxava com afinco pela "alembradura". Julgo não mentir , se afirmar que o crânio do senhor chegou a deitar fumo.
Pensou...pensou...e chegou lá!
- « Dinotérios!»
- «Acho que esses bichos são Dinotérios!»
...


[Desculpem. Desculpem mas este relato –fiel- fica por aqui. É muito difícil conciliar convulsões com o exercício da escrita; e eu ainda estou adoentada.]





Ana [1/20/2004 03:06:00 da tarde]