Crónicas Matinais

[ segunda-feira, novembro 08, 2004 ]

 

Eu já lá vou, ao prometido.Reprometo.

Mas antes...isto: é fundamental ouvir o fórum TSF, e a antena aberta da Antena 1, sempre que se pode.
Porque dá uma ideia muito jeitosa da massa cinzenta nacional.
Mais: é seguramente melhor remédio que o Prozac. Porque rir, já se sabe, é sempre o melhor remédio.
A Antena 1 ouvi na diagonal e por isso retive pouco, mas da TSF retive bué de piadas.
O tema foi a decisão governamental de prolongar a missão d GNR no Iraque por mais três meses.
Retive essencialmente três opiniões.A de um deputado socialista ( falha-me agora o nome ) que explicou porque é que o PS estava contra o prolongamento, invocando as razões iniciais, ou seja, as de 2003. Até o Manuel Acácio, que aprecio, mas que é parcialíssimo, teve de lembrar ao senhor deputado que agora já há resoluções das Nações Unidas para a presença dos aliados no Iraque, assim como há acordo da UE, e que por isso já não se pode invocar a tal da "ilegalidade". Mas meter estas "piquenas" diferenças em cabeças formatadas de avanço é difícil; quiçá mesmo impossível. Quando se é do contra, apenas para ser do contra, nada há a fazer.
[ Também lá falou o patrão do fórum, o deputado Francisco Louçã, deve ter dito coisas giras e muito inteligentes e tal, mas eu a ele já nem o oiço: ele começa a falar e eu viro "perua" e preocupo-me imediatamente com o estado das minhas unhas ... abstraio-me portanto.]
Depois as opiniões de dois ouvintes. Um deles, muito zangado com a vida e com o mundo, disse o costume: que a culpa toda é dos americanos, que o governo português anda a mando dos americanos imperialistas; que se deviam todos preocupar com os problemas nacionais e deixar o resto do mundo de fora;e perguntava porque é que os americanos não invadiram Portugal na época do Salazar; ou a Espanha na época de Franco; se era porque cá não há pitroil , disse o senhor muito zangado.
Este senhor,é um bom exemplo de massa cinzenta: primeiro- não sabe o que significa Imperialismo e muito menos Império; mas pronto, se todos dizem ele diz também...
segundo- faz uma comovente homenagem ao velho regime, defendendo o "orgulhosamente sós";
terceiro- provou que percebe tanto de política como eu percebo de colónias de chatos nos tomates depois de uma noite de perdição numa casa de putas, ou seja, nada.O "pormenor" Comunismo falha-lhe. Mas provavelmente encaixa-lhe.

Mas ainda o que gostei mais foi a opinião de um outro ouvinte--cheio de boas intenções admito-o--( mas também todos sabemos , segundo o povo que tem quase sempre razão, do que é que o inferno está cheio... )defendeu que se deve mandar para o Iraque outras pessoas que não soldados! Não armas! Defendeu que Portugal mande para o Iraque gente ligada ao sector humanitário, como irmãs de caridade, mas não só: diz que se devia mandar para lá "filantropos e filósofos"(sic).
Hum...filósofos? Filósofos?!?!

Não. Sou contra.As irmãs de caridade e o Belmiro de Azevedo vá que não vá...
Mas filósofos nunca!
Ainda por cima portugueses! [ só me ocorre o marido da Bárbara e toda eu tremo... ]

Não achará o ouvinte que os iraquianos já sofreram que chegue?



Ana [11/08/2004 01:45:00 da tarde]